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A maioria destes bancos são instituições privadas com fins lucrativos. A dádiva ocorre apenas depois do nascimento e não requer a colheita de amostras de sangue ao bebé. Em Portugal, não é possível doar, simultaneamente, para o banco público e para criovida.pt o banco privado.
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“A flexibilidade no trabalho faz, desde sempre, parte da cultura da empresa. “Na área da oncologia, estamos a avaliar a possibilidade de tratamento do cancro da mama, mas ainda estamos na fase da investigação”, enumera. Outra amostra foi para um ensaio clínico que está a decorrer nos Estados Unidos para utilização destas células em casos de paralisia cerebral. Depois, um menino perguntava “Mãe, pai, guardaram as minhas células? “Temos 115 mil amostras de vários países e as que recolhemos em Portugal são enviadas para o laboratório da empresa, em Inglaterra”, adianta Tito Campos e Matos, “country manager” da FutureHealthBiobank, que, além do laboratório inglês, detém um outro, na Suíça.
Como se colhe o sangue do cordão umbilical
No entanto, sabe-se que a clampagem mais prolongada reduz efectivamente o número de células estaminais na amostra colhida, podendo, nesse sentido, limitar a sua utilização clínica no futuro. A clampagem tardia do cordão umbilical é uma prática recomendada pela Organização Mundial da Saúde e outras entidades médicas. Aliás, é devido ao seu potencial para dar origem a todas as células constituintes do sangue que estas são designadas por células progenitoras hematopoiéticas.
Não guardei as Células Estaminais do meu primeiro filho, devo guardar do segundo?
O PÚBLICO contou cinco empresas com bancos de criopreservação em Portugal (Bebé Vida, Biosckin, Bioteca, Cytothera e Crioestaminal). Por causa da crise e do agudizar da concorrência, os preços pela criopreservação do sangue do cordão umbilical baixaram até perto dos mil euros. Da oferta de slings à possibilidade de pagamento faseado com recurso a crédito, as empresas privadas com bancos de criopreservação em Portugal recorrem a estratégias diversas para cativar clientes. “É isto que tem feito com que a Crioestaminal seja reconhecida pela qualidade do seu serviço, pela experiência que detém na área das células estaminais, pela disponibilização de amostras para serem utilizadas em tratamentos e também pela sua capacidade de inovar e de colocar à disposição os produtos de terapia celular mais adequados às necessidades atuais e futuras”. Além disso, as células estaminais do cordão umbilical têm menor probabilidade de serem rejeitadas, são menos suscetíveis de transmitir doenças depois dos transplantes e podem ser utilizadas por outros familiares compatíveis, como um irmão. A Crioestaminal é acreditada internacionalmente para o processamento do sangue e do tecido do cordão umbilical pela Association for the Advancement of Blood & Biotherapies (AABB) e tem desenvolvido estratégias de acessibilidade de modo que mais famílias tenham acesso ao serviço de criopreservação.
Tratamento de Crianças com paralisia cerebral com células estaminais do cordão umbilical
Que mensagem é importante transmitir a quem pretenda, no futuro, preservar células estaminais? No que respeita às principais questões das famílias, na fase inicial, prendem-se com o benefício de guardar as células estaminais, para que servem, o que tratam e se já foram efetivamente utilizadas, depois de decidirem guardá-las as questões passam a centrar-se nas etapas de todo o processo, com especial enfoque sobre as ações a realizar no dia do parto. Sim, dependendo da correlação entre o número de células disponíveis na amostra, o peso do doente e a doença alvo de tratamento. Assim, aconselhamos, idealmente, que a decisão seja tomada dois meses antes do parto, pois caso o parto se precipite, antes do momento previsto, a colheita das células estaminais já está acautelada.
- Até à data há registo de mais de 60 mil transplantes com sangue do cordão umbilical a nível mundial.
- Melhoram o empenho, a motivação e a produtividade.
- Por isso, as famílias devem ser cautelosas no que diz respeito à especulação e respetiva publicidade de potenciais futuras aplicações de células estaminais em terapias que não tenham sido ainda validadas.
- O Grupo Famicord, que a Crioestaminal integra, já conta com mais de 530 mil amostras de células estaminais armazenadas.
- Na parte das células estaminais tudo o que fizeram foi fazer pressão para que a grávida assinasse os papéis.
- Mamas, quando pensei fazer a criopreservação do tecido do cordão umbilical e do sangue pesquisei muito sobre o assunto e como sabemos a maioria das doenças mais complicadas, as células não representam a cura porque no seu ADN existe essa informação.
No comunicado, a empresa refere que os critérios de qualidade e segurança dos processos relativos à criopreservação das células do cordão umbilical estão previstos na lei e aplicam-se a todas a entidades, sejam públicas ou privadas. O parecer do CNECV tece duras críticas aos bancos privados de conservação do sangue do cordão umbilical. Neste Natal, escolha guardar as células estaminais do cordão umbilical com a Crioestaminal e garanta a melhor prenda para os próximos 25 anos do seu bebé e de toda a família. Se a criopreservação é só um negócio e não tem qualquer utilidade porque é que praticamente todos os países têm bancos públicos de recolha de células estaminais? Em Portugal, o banco público de células do cordão umbilical (BPCCU) e os bancos privados cumprem, em matéria de princípios, de organização e de rigor técnico, as exigências especificadas na legislação nacional. Como em tudo, há sempre desvantagens a considerar ao utilizar o sangue do cordão umbilical para o tratamento de doenças.
Basicamente verifiquei que é um negócio que usa a fragilidade dos pais que estão dispostos a tudo pelo bem do bebé que vem a caminho! Não fiz do meu filho, agora novamente grávida e depois de ler o post estava a ficar com pontos de interrogação, mas ao ler o seu comentário já fiquei esclarecida. Como se independentemente de tudo, nós não nos fossemos sentir culpados na mesma nem que fosse pela qualidade do ar que respirámos na gravidez… Acho mesmo puramente um negócio. Tem a vantagem de ser gratuito para todos os utentes do SNS e a desvantagem de as células puderem vir a ser usadas por qualquer pessoa compatível. Do que se sabe, a probabilidade de haver uma doença em que as células possam ter uso com os conhecimentos que se tem é absolutamente minúscula. Mas imagino que o tecido colhido também tenha as suas limitações.Enfim, tudo isto informações retiradas de artigos e órgãos credíveis e não de qualquer página da net.
É então recomendado que após a clampagem do cordão umbilical seja colhido o maior volume de sangue possível para maximizar a quantidade armazenada de células estaminais do sangue do cordão umbilical. As células estaminais do sangue do cordão umbilical têm ainda a particularidade de não requererem compatibilidade total uma vez que são células mais imaturas. Em todo o mundo existem mais de 200 ensaios clínicos a decorrer com sangue do cordão umbilical, e várias centenas de crianças já recorreram ao seu próprio sangue do cordão umbilical em tratamentos experimentais no âmbito de doenças como a paralisia cerebral, o autismo, a perda auditiva adquirida, entre outras. A evolução da medicina e da investigação na área das células estaminais, particularmente do sangue do cordão umbilical, tem mostrado o potencial destas células noutras áreas terapêuticas. Além de todos os elementos normais do sangue, o sangue do cordão umbilical é rico em células estaminais, semelhantes às presentes na medula óssea, que por se apresentarem num estado muito imaturo, têm uma elevada capacidade de divisão e de auto-renovação.
Um estudo realizado por um grupo de investigação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) revela o potencial do medicamento experimental SLCTmsc02, à base de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical expandidas, para o tratamento de doentes com esclerose sistémica. Ao contrário do único banco público (o Lusocord) a funcionar no país, em que as amostras são gratuitas, nos bancos privados paga-se pela preservação do sangue e tecido do cordão. Mais de 120 mil portugueses recorreram já aos bancos de criopreservação de células do cordão umbilical existentes em Portugal, sendo que a grande maioria das amostras foram deixadas em bancos privados.